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Gerar a própria energia: isso se tornará cada vez mais comum

publicado em 10 de maio de 2016

Até o final de 2016, todas as lojas da Ikea, popular rede de lojas de móveis, passarão a vender painéis solares no Reino Unido. A nova estratégia veio após uma pesquisa realizada pela rede: um a cada três britânicos gostaria de investir em energia solar – e o motivo principal é a economia financeira. O kit da Ikea custa o equivalente a US$ 6.600, mas a quantia gasta com energia elétrica depois da instalação tende a compensar o investimento.

A iniciativa foi comemorada por organizações de defesa do meio ambiente, como o Greenpeace. A venda desse tipo de painel em uma rede tão popular como a Ikea facilita o acesso à geração doméstica de energia solar.

No Brasil, o interesse por painéis fotovoltaicos, que produzem energia através da luz solar, também tem aumentado. “Primeiro essa tecnologia atraía o cara inovador, que não se preocupava com custo. Mas agora temos gente se interessando porque é economicamente interessante”, disse ao Nexo Roberto Ziles, coordenador do Laboratório de Energia Fotovoltaica do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Devido à alta incidência de Sol, o Brasil é apontado como um dos países com o maior potencial para a captação de energia desse tipo, com 2.500 horas de sol por ano. Na prática, porém, a proporção de energia solar responde por apenas 0,0152% da matriz energética, segundo dados do Banco de Informações de Geração, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A burocracia no Brasil para a instalação desse tipo de equipamento não é muito diferente da europeia. O maior entrave para a popularização da tecnologia no país é capital humano: a escassez de mão de obra qualificada para instalar os painéis. “Há cursos rápidos, mas não é desse profissional que o mercado precisa. O Brasil precisa de cursos técnicos especializados”, diz Ziles.

Fonte: Nexo Jornal