Tire suas Dúvidas

O que é um aquecedor solar?

É um equipamento capaz de aquecer a água através da energia solar. O Aquecedor solar é composto basicamente de dois componentes: coletor solar (placa ou painel) e reservatório térmico (boiler).

Onde pode ser utilizado o aquecedor solar?

Podemos utilizar o aquecimento solar basicamente em todas as situações onde há necessidade de água aquecida, dentre elas podemos encontrar: residências, ranchos, hotéis, motéis, academias, lavandeiras, hospitais, pré-aquecimento industrial, vestiários, etc.

Quais as vantagens do aquecedor solar?

O Sistema de Aquecimento Solar é a maneira mais racional de aquecer a água. O sol fornece energia para todo o planeta, devemos aproveitá-la ao máximo. A energia solar é ecologicamente correta, renova-se constantemente e é abundante em nosso país. Além de contribuir com a preservação de nosso planeta, valoriza o imóvel, gera economia e conforto ao usuário.

O que é um coletor solar?

O coletor é um elemento ativo no sistema de aquecimento solar, sendo responsável por absorver os raios solares e transferir para a água. Podemos classificar o coletor em dois tipos: abertos e fechados. Os coletores fechados são dotados de caixa externa de proteção, isolamento, serpentina e cobertura transparente (vidros, acrílicos, etc.). Geralmente são utilizados em sistemas de aquecimento com faixa de temperatura entre 35°C a 60°C (ex.: aquecimento de banho residencial). Já os coletores abertos não possuem caixa protetora, isolamento e cobertura transparente. Normalmente são recomendados para o aquecimento de piscinas que operam em uma faixa de temperatura entre 26°C a 35°C.

O que é um reservatório solar?

O reservatório térmico é o componente responsável pelo armazenamento da água aquecida pelo coletor solar. O reservatório é termicamente isolado, possibilitando o uso da água quente mesmo em horários onde não haja sol. O reservatório térmico é fabricado em aço inoxidável, isolamento térmico em poliuretano expandido rígido, corpo externo de alumínio e suportes com proteção anticorrosiva (zincagem a frio) e apoio elétrico.

Como funciona um aquecedor solar?

O princípio de funcionamento do aquecedor solar baseia-se na circulação da água entre o coletor e o reservatório (ou piscina). A água ganha temperatura quando passa pelo coletor solar e na sequência é armazenada no reservatório. Esse ciclo se repete até a temperatura da água chegar ao nível desejado. A circulação de água entre estes dois componentes pode acontecer de duas formas:

Circulação por termossifão ou circulação natural: A circulação neste tipo de instalação ocorre devido à diferença de densidade entre a água fria e quente (água quente é mais leve do que a água fria). A água fria, localizada no interior do reservatório, empurra a água quente de dentro do coletor para a parte superior do reservatório, esse ciclo se repete até que a temperatura da água se estabilize. Para um bom funcionamento do termossifão, o reservatório deve ser instalado sempre acima do coletor solar. Esta forma de funcionamento é aplicada na maioria das instalações residenciais, exceto em aquecimento de piscina.

Circulação bombeada ou circulação forçada: neste tipo de instalação, a circulação da água ocorre com o uso de uma bomba hidráulica. Esta forma de instalação é recomendada em situações onde o local da instalação não apresente as condições mínimas para o termossifão, por exemplo, eminstalações de grande porte e em aquecimento de piscinas.

O aquecedor solar funciona durante o inverno ou dias nublados?

Sim, o aquecedor solar funciona durante todos os períodos do ano, desde que corretamente dimensionado e instalado. Em dias consecutivos de baixa insolação, a água é aquecida, mas não o suficiente para atingir a temperatura mínima de consumo. Nestes períodos, o aquecimento auxiliar deve ser acionado com a finalidade de simplesmente complementar a temperatura da água.

É possível instalar um aquecedor solar em uma casa que não possui encanamento para água quente?

Sim, atualmente existem no mercado diversas marcas de misturadores externos que evitam reformas no banheiro e facilitam a instalação do aquecedor solar. Para maiores informações entre em contato com a Nino Aquecedores.

Qual a função do aquecimento auxiliar?

Todo sistema de aquecimento solar possui um auxiliar, pois ele complementa o aquecimento da água em dias de baixa insolação ou situações pontuais onde o consumo de água quente é maior que a capacidade de geração do aquecedor solar. Embora o sistema de aquecimento auxiliar seja automático, é aconselhável que o mesmo permaneça desligado, para evitar que seu acionamento ocorra em momentos desnecessários.

Os tipos mais comuns de aquecimento auxiliar são: resistência elétrica, aquecedores de passagem a gás, geradora de água quente, bombas de calor, etc.

É possível gerar energia elétrica com aquecedor solar?

Não, os aquecedores solares são projetados para o aquecimento direto ou indireto da água, através da energia solar. Para produção de energia elétrica existem tecnologias específicas.

Quais as vantagens de se fazer manutenção preventiva no sistema de aquecimento solar de água?

A manutenção preventiva periódica é fundamental para o bom funcionamento e a longevidade do sistema de aquecimento solar. Para maiores informações consulte um representante Solis mais próximo.

Posso aquecer minha piscina com coletores de banho?

Não, existem coletores específicos para o aquecimento de piscina. São fabricados com material termoplástico de alta durabilidade e resistente ao ataque químico da água da piscina.

O que é e como funciona o Sistema Fotovoltaico?

O sol além da inspiração

Como é possível os raios solares virarem luz elétrica? Sobre telhados, conectados à rede, isolados, etc…Que tipo de sistemas fotovoltaicos existem hoje? Quais as vantagens desta tecnologia? Tire suas dúvidas sobre essa fonte energética e saiba por que ela é uma aliada na mitigação do aquecimento global.

Diariamente, muita energia chega ao nosso planeta de forma gratuita e limpa. Os raios solares, além de trazerem a luz e o calor, essenciais para a vida na Terra, podem ser aproveitados para a geração de energia, tanto na forma de calor quanto na de eletricidade.

Essa eletricidade que vem do sol é chamada de fotovoltaica*, termo formado a partir de duas palavras: foto, que em grego significa “luz”, e voltaica, que vem da palavra “volt”, a unidade para medir o potencial elétrico.

  • Funcionamento da célula fotovoltaica

Gerar eletricidade a partir do sol. Como isso é possível?

O raio solar é transformado em eletricidade em uma célula fotovoltaica, fabricada com materiais chamados de semicondutores. O mais utilizado é o silício. A luz solar é pura energia, composta de pequenos elementos denominados fótons. Quando os fótons atingem a célula fotovoltaica, parte deles é absorvida. Esses fótons despertam os elétrons do material semicondutor, gerando assim eletricidade.

Quanto maior a intensidade da luz solar, maior o fluxo da eletricidade.

A eletricidade gerada pelas células está em corrente contínua, que pode ser imediatamente usada ou armazenada em baterias. Em sistemas conectados à rede, a energia gerada precisa passar por um equipamento chamado inversor, que irá converter a corrente contínua em alternada com as características (freqüência, conteúdo de harmônicos, forma da onda, etc) necessárias para atender as condições impostas pela rede elétrica pública. Assim, a energia que não for consumida pode também ser lançada na rede.

O material mais comumente utilizado é o silício. Por ser o segundo elemento mais abundante da face da terra, não há limites com relação à matéria-prima para produção de células solares.

  • Diferença entre energia solar térmica e fotovoltaica

A geração solar térmica consiste na transformação da energia do sol em calor para a utilização no aquecimento de água em residências, hotéis, clubes, etc. Para captar essa energia são usados COLETORES solares.

Na geração solar fotovoltaica, a energia é diretamente convertida em eletricidade e, neste caso, são utilizados MÓDULOS solares.

  • Um pouco de história

No Hemisfério Norte, desde a década de 1970, a energia solar está na pauta permanente dos governos. O físico francês Edmund Bequerel a descobriu, ainda no século XIX, , quando experimentava o efeito fotovoltaico com dois eletrodos metálicos numa solução condutora. Bequerel percebeu o aumento na geração de energia elétrica com a luz e, a partir daí, a tecnologia fotovoltaica passou por vários estágios até chegar ao uso em grande escala do silício.

Em 1873, Willoughby Smith descobriu o efeito fotovoltaico em sólidos com o selênio. A produção da primeira célula fotovoltaica neste metal veio quatro anos mais tarde, com W. G. Adams e R.E. Day. Em 1904, Albert Einstein publicou um artigo sobre o efeito fotovoltaico, ao mesmo tempo em que divulgava ao mundo sua teoria da relatividade. Com a explicação do efeito fotovoltaico em 1923,Einstein ganhou seu primeiro Prêmio Nobel.

A primeira célula de silício foi produzida em 1954, nos Laboratórios Bell, em Murray Hill, Nova Jérsei, Estados Unidos. E no ano seguinte começou no mesmo país a produção de elementos solares fotovoltaicos para aplicação espacial. Daí por diante, esta indústria foi se aprimorando e as placas tornaram-se mais eficientes.

Em 1980, Israel foi o primeiro país estabelecer uma política pública de energia solar. Nesta década, a produção mundial ainda era pequena. Em 1983, por exemplo, não passava de 20 MW. Em 1994, ocorreu a primeira Conferência Mundial Fotovoltaica, no Hawai, e o século XX terminou com pouco mais de 1000 MW em sistemas instalados no mundo.

Onde instalar?

Os sistemas fotovoltaicos podem ser instalados em variados locais.

Veja abaixo os principais tipos de instalações:

Em edificações conectadas à rede

Este é o tipo mais comum de instalação fotovoltaica, o qual, normalmente, substitui revestimentos arquitetônicos de edificações, como telhados e fachadas, ou se sobrepõe a estes. A energia gerada pode ser injetada na rede elétrica de nossas cidades.

Em áreas isoladas

São instalados em áreas de difícil acesso à rede elétrica. Neste caso, o sistema fotovoltaico é a única fonte de eletricidade e é necessário o uso de baterias para armazená-la. Podem gerar energia para apenas uma residência ou estar em miniredes para atender a uma pequena comunidade. Em sistemas híbridos – neste caso, a geração fotovoltaica funciona em conjunto com outras fontes de energia como a eólica ou motores a diesel. Esses sistemas são mais complexos, pois exigem um controle capaz de integrar as diferentes formas de geração de energia. Eles podem estar conectados à rede, isolados ou apenas ter o apoio da rede.

Em centrais fotovoltaicas

Também conectadas à rede, produzem uma grande quantidade de eletricidade em um único ponto. O tamanho da usina varia de alguns a dezenas de megawatts. Normalmente estão próximas a indústrias que exigem maior consumo de energia.

Em bens de consumo

As células fotovoltaicas ainda podem ser aplicadas em diversos equipamentos elétricos, como relógios, calculadoras, mochilas, brinquedos, carregadores de bateria e até estacionamentos para dar carga aos carros elétricos. Outras aplicações incluem sistemas de irrigação, sinalização em rodovias, postes e telefones públicos.

Quais os tipos de Módulos?

Na hora de escolher um sistema fotovoltaico (FV) para sua casa, muitos consumidores logo perguntam: quantas “placas” precisarei? O que popularmente é conhecido como “placa” é o chamado módulo FV, formado a partir de um conjunto de células.

Diferença entre célula, módulo e painel

A célula nada mais é que a unidade básica desenvolvida para realizar a conversão direta de energia solar em elétrica. O módulo é a unidade formada por um conjunto de células solares, interligadas eletricamente e encapsuladas, com o objetivo de gerar eletricidade. Já os painéis são um ou mais módulos fotovoltaicos interligados eletricamente, montados de modo a formar uma única estrutura. Um conjunto de módulos, juntamente com equipamentos complementares (inversores e cabos), forma um sistema FV.

A maioria das informações que você lê na seqüência foi consultada em:

RÜTHER, Ricardo. Edifícios solares fotovoltaicos. Florianópolis: LABSOLAR, 2004

  • Fabricação do módulo Solar

Existem duas maneiras de fabricar um módulo solar: A primeira delas é com células solares feitas de fatias superfinas de silício em formato cristalino. Normalmente elas são colocadas entre vidros, com moldura de alumínio. Essa técnica é a mais tradicional e, hoje, com maior escala de produção em nível comercial.

Você sabia?

O silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, por isso não há limites com relação à matéria-prima para a produção de células solares desse material. A limitação aqui está na obtenção do silício com a pureza necessária para fabricar as células fotovoltaicas, o que exige um alto conhecimento tecnológico.

O segundo modo de fabricar os módulos é através da aplicação a plasma (quase como um “spray”) de um material semicondutor sobre um vidro ou em outro material (que pode ser flexível), que servirá como uma “cama”. Em seguida, esse conjunto é coberto por um material transparente como o vidro. Está pronto o chamado filme fino, a tecnologia mais fácil de ser integrada às edificações urbanas. Os elementos utilizados neste caso são silício (na sua forma não cristalina, que é chamada de silício amorfo) ou compostos químicos como telureto de cádmio (CdTe) ou disseleneto de cobre (gálio) e índio (CIS e CIGS).

Você sabia?

Este modo de fabricação permitiu o desenvolvimento de módulos solares flexíveis, inquebráveis, leves, semitransparentes, com superfícies curvas, que aumentam a versatilidade na sua aplicação, principalmente em projetos de integração às construções.

Nesta seção você irá conhecer as principais tecnologias que estão hoje disponíveis no mercado, que foram divididas conforme a matéria-prima da qual são fabricadas as células FV.

  • Silício Cristalino (c-SI)

A robustez e confiabilidade foram responsáveis pela consolidação desta tecnologia no mercado fotovoltaico. Essas células podem ser de dois tipos: silício monocristalino (m-Si) e silício policristalino (p-Si).

  • Silício monocristalino (m-Si)

Além de ser a mais antiga tecnologia FV, as células de silício monocristalino (m-Si) são também as mais eficientes em aplicações comerciais.

Esta célula é produzida puxando uma espécie de semente de cristal de forma extremamente lenta (da ordem de cm/hora) e uniforme a partir de um banho de silício fundido de alta pureza (Si = 99,99% a 99,9999%) em reatores sob atmosfera controlada. Isto produz um cilindro com duas pontas finas que são cortadas fora e, então, o cristal é cortado em secções usando quatro cortes em toda sua extensão – isto será transformado em quadrados com as quinas arredondadas. Finalmente, o cristal é cortado em centenas de lâminas (wafers) por fios ou serras diamantadas.

Esse será o pré-produto usado na produção das células solares, o qual envolve uma série de processos tais como lapidações e banhos químicos.

  • Silício policristalino (p-Si)

Como o próprio nome já diz, estas células são formadas por diversos cristais, que são fundidos e posteriormente solidificados direcionalmente. É justamente por causa das bordas das partículas de cristais que a eficiência das células de policristalino é menor que as de monocristalino. Por outro lado, sua produção requer menos material e energia, resultando em um custo final menor que as monocristalinas.

  • Silício amorfo (a-Si)

A célula solar de silício amorfo foi a primeira tecnologia de filmes finos desenvolvida, começando a ser empregada em meados da década de 1970. Logo, começou a ser aplicada em equipamentos de baixo consumo elétrico como calculadoras, relógios e outros produtos com baixo consumo elétrico.

As células a-Si são camadas extremamente finas de silício, muitas vezes não tendo mais do que 0,5 micrometros de espessura com uma estrutura amorfa, o que reduz os níveis de eficiência quando comparado com as células cristalinas. Sua eficiência não passa de 6%, mas o custo por metro quadrado é a metade do silício cristalino. Portanto, se área disponível não for um problema, a tecnologia pode ter um melhor custo benefício.

Para fabricá-las, o semicondutor é depositado sobre um substrato (normalmente vidro, inox ou alguns plásticos), em processos a plasma (estado gasoso). Então, camadas condutoras transparentes são adicionadas para transmitir a corrente elétrica. Um laser é usado para dividir a superfície em diversas células, processo usado para alcançar correntes e voltagens mais adequadas.

Em comparação com outras tecnologias, ela pode ser mais vantajosa em países de clima quente como o Brasil, pois não apresenta redução na potência com o aumento da temperatura de operação.

  • Telureto de cadmio (CdTe)

Também uma tecnologia de filme fino, este material era usado inicialmente para aplicação em calculadoras para, em seguida, ser comercializado em módulos para grandes áreas externas, normalmente sobre placas de vidros. Enquanto as células de silício são normalmente azuis ou quase pretas, as células CdTe são de um tom marrom ou azul escuro.

Os baixos custos de produção em grande escala, quando comparado às células de silício, são um atrativo, assim como a maior eficiência na conversão da energia solar em elétrica em relação ao silício amorfo (a-Si). Os problemas relacionados a essa tecnologia são a disponibilidade deste composto químico (bem inferior a do silício) e a toxidade do cádmio que, como o mercúrio, pode se acumular na cadeia de alimentos.

  • Disseleneto de Cobre (gálio) e índio (CIS e CIGS)

As células solares fabricadas a partir da família de compostos baseados no Disseleneto de cobre e índio (CulnSe2, ou simplesmente CIS) e Disseleneto de cobre, gálio e índio (Cu(InGa)Se2, ou simplesmente CIGS) são bastante similares a do Telureto de cádmio.

Não são fáceis de serem fabricadas em escala industrial, razão pelo qual as empresas ativas nesta área levaram alguns anos para desenvolverem uma boa capacidade de produção. Devido à aparência estética, esses módulos são muitas vezes escolhidos pelos consumidores para a integração a edificações, além de terem uma boa eficiência (chegam a 12%, bem superior as de silício amorfo – a-Si).

Porém, assim como as células de CdTe, também apresentam problemas ligados à toxidade dos elementos e a pouca abundância.

  • Módulos Coloridos

Os painéis solares com células de silício cristalino são normalmente azuis porque esta é a cor com a qual a célula apresenta a melhor eficiência na conversão de energia solar para elétrica. No entanto, existem fabricantes que produzem painéis coloridos, como vermelhos ou verdes, com o objetivo de atrair clientes que desejam criar projetos arquitetônicos que primam pela estética. Isto, contudo, eleva o valor dos módulos, pois o custo por Wp é maior devido a menor eficiência em relação aos tradicionais azuis.

Potencial solar no Brasil

O sol que brilha para nós – Não há um símbolo tão brasileiro quanto o sol: a cor que ilumina nossas festas, o calor que faz nosso povo tão acolhedor e, porque não, a energia que ilumina nossas casas?

O país possui um grande potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica (FV), é 40% menor do que na região menos ensolarada da Brasil. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente incide entre 4.500 Wh/m2 a 6.300 Wh/m2 no país.

Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar nossas indústrias, casas e edifícios. Como o país já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a melhor integração da energia solar FV seria como fonte complementar, aproximando a geração do consumo e reduzindo assim perdas com transmissão.

A publicação da Resolução Normativa 482 em abril de 2012, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ampliou essas possibilidades, pois reduziu as barreiras para a conexão de sistemas fotovoltaicos à rede de distribuição. Saiba mais em nosso Guia de Microgeradores Fotovoltaicos, clicando aqui.

Se nas cidades há vastas áreas sobre as edificações para a instalação de painéis fotovoltaicos, no meio rural, essa fonte energética é a opção mais limpa e segura para levar eletricidade a comunidades isoladas e de difícil acesso.

Além disso, o Brasil possui uma das maiores reservas de silício do mundo. Isso faz com que o país seja um local privilegiado para desenvolver uma indústria local de produção de células solares, gerando empregos e retorno em impostos pagos. Para isso, seria preciso investir em pesquisas para desenvolver um conhecimento de purificação do silício até o chamado “grau solar”, que é superior ao do silício empregado na siderurgia.

Quais os Benefícios e Custos da Energia Solar

Os sistemas fotovoltaicos integradas às edificações urbanas e conectadas à rede oferecem diversas vantagens para o sistema elétrico de um país, muitas delas relacionadas à redução de custos e que ainda não são consideradas ou quantificadas. Podemos citar:

  • redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
  • redução de investimentos em linhas de transmissão e distribuição;
  • baixo impacto ambiental;
  • fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda (ex.: o uso de ar-condicionado é maior ao meio-dia no Brasil, quando há maior incidência solar e, consequentemente, maior geração elétrica solar);
  • a não exigência de área física dedicada; e
  • rápida instalação devido à sua grande modularidade e curtos prazos de instalação, aumentando assim a geração elétrica necessária em determinado ponto ou edificação.

Fonte: RÜTHER, Ricardo. Edifícios Solares Fotovoltaicos. Florianópolis: LABSOLAR, 2004.

Custos da Energia Solar

Ao instalar um sistema fotovoltaico conectado à rede elétrica em sua casa, você economizará na sua conta de luz já no primeiro mês de funcionamento. O quanto irá economizar dependerá da potência do sistema FV instalado, porém, você não precisará mais se preocupar com os aumentos da tarifa de energia por, no mínimo, 25 anos, que é o tempo de garantia fornecido por grande parte dos fabricantes de módulos fotovoltaicos.

Em 2014, o preço médio cobrado por instaladores no Brasil foi de R$ 8,69 por Watt pico (Wp) instalado, segundo estudo anual do Instituto Ideal chamado “O mercado brasileiro de geração distribuída fotovoltaica – Edição 2015”. Isso significa que, se para atender à demanda energética de sua casa você precisar de dois quilowatt pico (2kWp), você terá que investir, em média, R$ 17.380.

Contudo, o indicado é conversar com diferentes empresas, pois a variação do preço no país ainda é grande. Para sistemas de até 5 kWp, os valores levantados pelo IDEAL na pesquisa variavam de R$ 5,9/Wp a R$ 15/Wp. No entanto, a maior frequência foi verificada entre R$ 8/Wp e R$ 9/Wp.

Apesar de apresentar uma queda em relação às estimativas feitas nos últimos anos, esse valor ainda é superior ao praticado em outros países. “Em relação aos valores internacionais, o preço no Brasil ainda é elevado, principalmente em comparação à Alemanha. Para sistemas de até 100 kWp, por exemplo, é pago no Brasil cerca de 76% a mais do que nesse país”, aponta o estudo.

No mercado internacional, esse valor vem caindo consideravelmente nos últimos anos. A maior queda nos preços ocorreu entre 2008 e 2009, passando de valores altos como US$ 3,5 por watt em 2008, para US$ 2 por watt em dezembro de 2009.

Fonte: http://www.americadosol.org/energia_fotovoltaica/

O que é irrigação?

É uma técnica utilizada na agricultura desenvolvida durante o império persa aquêmenida que tem por objetivo o fornecimento controlado de água para as plantas em quantidade suficiente e no momento certo, assegurando a produtividade e a sobrevivência da plantação. Complementa a precipitação natural, e em certos casos, enriquece o solo com a deposição de elementos fertilizantes.

Métodos e sistemas de irrigação?

Método de irrigação é a forma pela qual a água pode ser aplicada às culturas.

Cada método tem um ou mais sistemas associados, pelo que a escolha do mais adequado depende de diversos fatores, tais como a topografia (declividade do terreno), o tipo de solo (taxa de infiltração), a cultura (sensibilidade da cultura ao molhamento) e o clima (frequência e quantidade de precipitações, temperatura e efeitos do vento). Além disso, a vazão e o volume total de água disponível durante o ciclo da cultura devem ser analisados.

A eficiência de um sistema de irrigação refere-se à percentagem de água de fato absorvida pela planta.

Os principais métodos são os seguintes:

  • Regadio
    • Escorrimento (também chamado de gravidade) – a partir de regos ou canais, onde a água desliza, sendo o seu excesso recolhido por uma vala coletora;
    • Submersão – utilizado em terrenos planos;
    • Infiltração – Utilizando sulcos abertos entre as fileiras de plantas;
    • Aspersão – A água cai no terreno de forma semelhante à chuva(é distribuída de modo uniforme).
    • Pivot: Tomada central de água giratória com aspersores ou microjactos.)
    • Gota-a-gota: a água sai por pequenos gotejadores junto aos pés das plantas)
  • Sequeiro

As plantas desenvolvem-se com água da chuva, não havendo recurso a rega.

Quais sãos os Sistemas de irrigação?

  • Gotejamento

Nesse sistema, a água é levada sob pressão por tubos, até ser aplicada ao solo através de emissores diretamente sobre a zona da raiz da planta, em alta frequência e baixa intensidade. Possui uma eficiência na ordem de 90%. Tem no entanto um elevado custo de implantação. É utilizado majoritariamente em culturas perenes e em fruticultura, embora também seja usado por produtores de hortaliças e flores, em especial pela reduzida necessidade de água, comparado aos demais sistemas de irrigação. Pode ser instalado à superfície ou enterrado, embora esta decisão deva ser tomada analisando-se criteriosamente a cultura a ser irrigada

Além de apresentar uma boa eficiência o gotejamento também se destaca na questão do manejo da irrigação, onde tem um menor gasto de água, economizando o recurso que em algumas regiões do nordeste é escasso. Por ser um sistema de irrigação localizada, a cultura que é irrigada terá um bulbo molhado maior, apresentando boas produções.

  • Aspersão convencional

Nos métodos de aspersão, são lançados jatos de água ao ar que caem sobre a cultura na forma de chuva. Existem sistemas inteiramente móveis, com a mudança de todos os seus componentes até os totalmente automatizados (fixos). No método convencional, a linha principal é fixa e as laterais são móveis. Requer menor investimento de capital, mas exige mão-de-obra intensa, devido às mudanças da tubulação (tubagem em Portugal). Uma alternativa extremamente interessante que tem sido utilizada pelos agricultores irrigantes é uma modificação na aspersão convencional, a chamada aspersão em malha, onde as linhas principais, de derivação e laterais ficam fixas, sendo móveis somente os aspersores. Esse tipo de sistema tem sido bastante utilizado no Brasil principalmente para a irrigação de pastagem, cana-de-açúcar , café e arroz. uma deficiência do sistema de irrigação por gotejamento, e a ocorrência de enovelamento das raízes, uma vez que a agua tender a ser disponibilizada em um único local, ou em porção da raíz, fazendo com que a mesma cresça no entorno do local irrigado constatantemente, acarretando perdas ecômicas a atividade.

  • Micro aspersão

A micro aspersão possui uma eficiência maior que a aspersão convencional (90%), sendo muito utilizada para a irrigação de culturas perenes. Também é considerada irrigação localizada, porém, a vazão dos emissores (chamados micro aspersores) é maior que a dos gotejadores.

  • Pivô central

O sistema consiste basicamente de uma tubulação (ou tubagem) metálica onde são instalados os aspersores. A tubulação que recebe a água de um dispositivo central sob pressão, chamado de ponto do pivô, se apoia em torres metálicas triangulares, montadas sobre rodas, geralmente com pneu. As torres movem-se continuamente acionadas por dispositivos elétricos ou hidráulicos, descrevendo movimentos concêntricos ao redor do ponto do pivô. O movimento da última torre inicia uma reação de avanço em cadeia de forma progressiva para o centro. Em geral, os pivôs são instalados para irrigar áreas de 50 a 130 ha, sendo o custo por área mais baixo à medida que o equipamento aumenta de tamanho. Para otimizar o uso do equipamento, é conveniente além da aplicação de água, aproveitar a estrutura hidráulica para a aplicação de fertilizantes, inseticidas e fungicidas.

  • Canhão hidráulico

Em geral, o aspersor de grande porte (denominado canhão) é manobrado manualmente. Por aplicar água a grandes distâncias, a eficiência do canhão é prejudicada pelo vento, sendo a sua indicação vetada para regiões com alta incidência de ventos. É geralmente utilizado em lavouras de cana-de-açúcar, para irrigação e distribuição de sub produtos (vinhaça).

  • Sulco

Usa o método de irrigação por superfície. A distribuição da água se dá por gravidade através da superfície do solo. Tem menor custo fixo e operacional, e consome menos energia que os métodos por aspersão. É o método ideal para cultivos em fileiras. Deve ser feito em áreas planas. Exige investimento a mão-de-obra. Possui baixa eficiência, em torno de 30 a 40% no máximo. Atualmente, devido a escassez de água no mundo e problemas ambientais, inclusive para a irrigação, esse método tem recebido várias críticas devido a baixa eficiência conseguida.

  • Sub irrigação

O lençol freático é mantido a certa profundidade, capaz de permitir um fluxo de água adequado à zona radicular da planta. É comumente associado a um sistema de drenagem subsuperficial. Em condições satisfatórias, pode ser o método de menor custo.

Quais são os fatores ambientais importantes?

O surgimento da irrigação foi fundamental ao florescimento da civilização, e os ganhos de produtividade agrícola permitidos por ela são, em grande parte, os responsáveis pela viabilidade da alimentação da população mundial.

No entanto a irrigação também apresenta perigos ambientais. Deve ser utilizada com critério e consciência ecológica, pois um sistema mal planeado pode causar sérios desastres ambientais. Alguns dos maiores desastres ambientais da história são oriundos de projetos de irrigação mal projectados, como foi o exemplo do secamento do Mar de Aral, ocorrido devido ao mau planeamento feito pelos soviéticos.

Além de problemas gerados pela escassez das águas mal administradas, outro dano grave gerado pelo manejo incorreto da irrigação é a salinização. Nas regiões áridas e semi-áridas irrigadas, a salinização do solo é um dos importantes fatores que afetam o rendimento dos cultivos , limitando a produção agrícola e causando prejuízos. Nessas regiões, caracterizadas pelos baixos índices pluviométricos e intensa evapotranspiração, a baixa eficiência da irrigação e a drenagem insuficiente, contribuem para a aceleração do processo de salinização, tornando estas áreas improdutivas em curto espaço de tempo.

No Brasil, antes de iniciar a construção de sistemas de irrigação, a legislação obriga os produtores a consultar as prefeituras locais, de forma a poder verificar se existem restrições ao uso de água para irrigação. Dependendo da região, obter uma autorização pode ser virtualmente impossível. Se o agricultor constrói o sistema à revelia, sem consulta aos órgãos públicos, corre o risco de ver a obra embargada e ter seus equipamentos confiscados, além de estar sujeito a multas.

Principais doenças causada aos frequentadores de piscina, quando não ocorre tratamento correto da água?

Existem diversos problemas de saúde associados ao uso de piscinas, que aparecem quando o tratamento da água não é feito de maneira adequada, os mais comuns são: pé de atleta, dermatites, micoses, conjuntivites, hepatite e inflamações nos ouvidos, nariz e olhos. Historicamente, as piscinas e banhos públicos foram grandes responsáveis pela contaminação de grande parte da população das grandes cidades da Roma Antiga com altos níveis de chumbo, proveniente da encanação dessa época. De acordo com a teoria de que o envenenamento por chumbo esteve intimamente ligado com a queda do império romano, as piscinas seriam uma das principais causas desse evento, contribuindo importantemente para que a população em geral se contaminasse com o metal pesado.

Quais os parâmetros correto de controle da água?

  • Alcalinidade: a alcalinidade ideal é de 80 a 120 mg de CaCO3 por litro. Se for maior que 150 mg causa incrustações.
  • pH: o pH ideal deve estar entre 7,2 e 7,6. Se for menor que 7,2, é irritante aos olhos e à pele, ocorre uma demanda maior de cloro e favorece a corrosão. Se for maior que 7,6, confere uma maior turbidez a água e também aumenta o consumo de cloro.
  • Turbidez: é causada pela ausência ou uso ineficaz do filtro(recomenda-se que filtre a piscina o tempo indicado pelo fabricante do filtro, mas em geral filtra-se de 4 a 6 horas por dia), por um pH fora da faixa ideal, ou pelo uso errôneo de produtos químicos.
  • Temperatura: é indicada a temperatura de 24°C para adultos e 26°C para crianças de até 5 anos. Acima de 29°C causa desconforto e favorece o crescimento microbiano.
  • Controle bacteriológico: contagem geral de bactérias e de coliformes.

Quais são os métodos alternativos de tratamento?

São:

  • Ozônio;
  • Raios ultravioleta (UV);
  • Sal;
  • Ionizador.

O que é tratamento por Ozônio?

O ozônio é o mais forte agente oxidante conhecido para uso comercial. É significativamente mais potente que o cloro, além de eliminar com mais facilidade diversos microorganismos que o cloro (nas concentrações utilizadas em piscinas) não consegue como é o caso da Giardia ou do Cryptosporidium (responsável por causar diarréia, dores abdominais etc). É tido hoje como o melhor tratamento de água, não só para piscinas, mas para água de beber e para lavagem de alimentos, sendo usado inclusive em estações municipais nos grandes centros ao redor do mundo como Paris, Montreal, Tóquio, Los Angeles e muitos outros.

Uma das características do ozônio (O₃) é que ele é natural, formado a partir do oxigênio (O₂) do ar, e da mesma forma, volta rapidamente à forma de oxigênio depois de fazer seu trabalho na oxidação das impurezas, ou seja, se o ozônio injetado na água na casa de máquinas for dimensionado corretamente, não haverá mais nada de ozônio na água que retorna à piscina.

Isto significa que o ozônio tratará toda a água que passa pela casa de máquinas, mas depois disto a água voltará para a piscina desprotegida contra qualquer contaminação. Portanto, neste caso também deverá ser mantido o cloro residual no tanque, mantendo a “proteção” contra contaminações que possam ocorrer enquanto a água não passar novamente no processo de filtração e desinfecção.

É importante notar que, nas piscinas tratadas com ozônio, mesmo com o cloro residual, elimina-se totalmente os desconfortos causados pelas cloraminas, como ardência nos olhos, pele e cabelos ressecados. Problemas como rinite ou alergias, não são potencializados porque, na verdade o real causador destes sintomas são as cloraminas, resultados da reação do cloro com a matéria orgânica (microorganismos, urina, suor, etc.) presente na água. Por esta razão, ao entrar numa piscina tratada corretamente com ozônio, o banhista tem a sensação de nadar em água de “cachoeira”, sem nenhum produto químico, mesmo a piscina estando protegida pelo cloro residual.

Atualmente, nos principais países do mundo e também no Brasil, este tem se tornado o tratamento mais utilizado em academias, clubes e colégios que possuem uma alta frequência de usuários, e agora, com a redução dos custos de aquisição, vem crescendo fortemente o uso nas residências.

O que é tratamento por Raios ultravioleta (UV)?

O ultravioleta (UV) é uma luz com comprimento de onda específico que impede a reprodução de diversos tipos de microorganismos, principalmente bactérias. É uma tecnologia limpa (não gera resíduos), porém como não é oxidante, não tem capacidade de tirar sujeiras como: suor, urina, excreções da água e também a cloramina. Por esta razão, é imprescindível que se mantenha o cloro nas quantidades normais na água para manter a proteção.

É importante notar que como o ultravioleta é uma luz só tem ação no local onde a luz atinge – na tubulação onde está instalado na casa de máquinas – sem nenhum efeito residual, se os microorganismos estiverem agrupados em colônias (o que é o mais comum) o UV eliminará apenas os que estiverem na frente. Estes, por sua vez, servirão de “escudo” para os que estiverem na parte de trás ou no meio do grupo e não tiverem contato com a luz ultravioleta.

Apesar de raro, é possível encontrar piscinas de uso comercial, principalmente em pequenas academias, que não são tratadas de forma correta porque seus proprietários buscam economia de custos na redução do cloro. Economia é sempre bem-vinda, mas torna-se inadmissível quando compromete a saúde da água e das pessoas, principalmente quando as mesmas desconhecem os perigos que estão correndo ao nadar em água tratada de forma irresponsável e incorreta.

Além da busca pela economia, a redução no uso do cloro acontece para dar a mesma sensação do tratamento com ozônio, ou seja, piscina sem cloraminas. É por isso que alguns fabricantes propõem que se reduza ou elimine o cloro para não causar este efeito, mais uma vez pondo em risco a saúde dos usuários. Isto significa que ao reduzir drasticamente ou até mesmo, em casos extremos, retirar totalmente o cloro da piscina durante a semana, a água e os banhistas estarão totalmente desprotegidos contra possíveis contaminações.

O que é tratamento por Sal?

O tratamento de cloração por sal cresceu nos anos 90, antes do aparecimento do ozônio, como alternativa à cloração convencional, principalmente para pessoas que sofriam de rinite e outras alergias. Este processo utiliza a molécula de sal (NaCl = sódio + cloro) e, através de uma forte corrente elétrica, quebra-a em íons de cloro e sódio. Estes íons de cloro se combinam com a água e formam o ácido hipocloroso, que trata a água da piscina. As cloraminas continuam existindo, pois o cloro reage continuamente com a matéria orgânica (em concentrações menores), porém em menor quantidade, pois ao invés de se jogar o cloro de uma só vez na piscina, ele funciona como “dosador”, fornecendo aos poucos a quantidade de cloro necessária para a piscina.

Esse processo, por si só, gera o cloro residual, dispensando dosagens externas. Mas é importante controlar bem o processo, pois é comum a formação acima do limite permitido de THM (trihalometanos) que são compostos cancerígenos formados a partir do cloro.

Para o usuário, a salinização traz menos desconforto do que o tratamento de cloro convencional, exceto a sensação de “água salgada”. Já o proprietário da piscina precisa avaliar o custo-benefício das trocas periódicas dos eletrodos, usados para a geração do cloro, e do desgaste de seus equipamentos, provocado pelo “efeito maresia” do sal (oxidação de materiais, pintura e equipamentos). Além disso, a água deve ser diluída em água nova de tempos em tempos para retirar os sólidos totais dissolvidos (STD), como, por exemplo, o sódio não utilizado e que se concentra na piscina, podendo provocar sintomas indesejáveis aos banhistas, como coceiras ou irritações em geral.

O que é tratamento por Ionizador?

Muitas pessoas confundem ionização com ozonização, embora sejam totalmente diferentes. A Ionização mantém residual ativo que protege a água de contaminação mesmo durante os períodos em que a recirculação esta desligada. O Cobre combate as algas e a Prata elimina fungos, bactérias e vírus. Os íons são estáveis e não são dissipados mesmo em piscinas aquecidas ou dias de sol intenso. A ionização foi escolhida pela NASA como tratamento de água nas viagens espaciais tripuladas a partir do Projeto APOLLO. Hoje em dia a Ionização é uma alternativa para tratamento de águas de piscina, ecologicamente correta, difundida pelo mundo todo e comprovadamente eficiente e muito econômica no gasto de energia. Empresas como Unilever, Nivea, Samsung, também utilizam hoje em dia a tecnologia de Íons PRATA em alguns de seus produtos e equipamentos. A Ionização através de íons de cobre e prata, elimina os microorganismos nocivos incluindo algas, vírus, bactérias e fungos sem ser agressivo as pessoas que irão desfrutar da piscina.

O nível de cobre e prata para tratamento de água de piscinas é menos da metade do máximo estabelecido para água potável, ou seja, não proporciona nenhum risco a saúde, pelo contrário, faz com que a água da sua piscina fique muito mais saudável. Os níveis utilizados no tratamento de Ionização de piscinas são respectivamente cerca de 400 ppb para o cobre e 40ppb para a prata, ou seja totalmente seguro, isto é menos da metade dos níveis aprovados internacionalmente. (The United States dictate a maximum value of 1 mg/L of copper (1000ppb) and a maximum value of 0,1 mg/L of silver (100 ppb) – EPA, National Secundary Drinking Water regulations, 2002 ).

Um nível mínimo de Cloro é obrigatório a todos os tipos de tratamento alternativo em piscinas coletivas no Brasil. Com a Ionização o nível de cloro é 5 vezes menor do que a quantidade de cloro normalmente utilizada em piscinas tratadas exclusivamente com cloro e não causa; cheiro na pele, cabelos secos, olhos irritados, pele seca, roupas desbotadas, etc. Todos os profissionais da natação e usuários de piscinas sabem a grande diferença que isso faz. Piscinas tratadas com Ionizador de Cobre e Prata + 0,5PPM de cloro são comprovadamente mais saudáveis aos usuários do que as tratadas exclusivamente com 2 a 3 PPM de cloro.

Para piscinas residenciais em que o uso é esporádico a necessidade de cloro será no máximo de uma vez a cada 15 dias.

Essas evidências de vantagens da Ionização ficam mais claras conforme estudos realizados no mundo:

Os íons de Cobre e Prata demonstram em estudos serem eficazes contra uma grande variedade de microrganismos (Chambers & Proctor, 1960; Cliver, et al. 1971; Domek, et al. 1984; MacLeod, et al. 1967; Wuhrman & Zobrist, 1958). A prata interfere na atividade enzimática e liga-se às proteínas das células (Wuhrman & Zobrist, 1958), e está comprovado que ambos os metais se ligam ao DNA das células (Shinohara, et al. 1983; Richards, 1981). Embora se considere que o cobre e a prata atuam mais lentamente do que o cloro na destruição dos microrganismos (Kutz, et al. 1988; Landeen, et al. 1988; Swimming pools, US HEW, 1976), eles são seguros, inodoros, não se dissipam no ar e asseguram um efeito residual. Além disso, estes metais quando associados com pequenas doses de cloro demonstraram ter uma atuação mais rápida na destruição dos microrganismos, do que o cloro sozinho em doses equivalentes.”

(Kutz, et al. 1988; Landeen, et al. 1988) Department of Microbiology & Immunology – The University of Arizona September 22, 1988

A Ionização é utilizada em vários países pelo mundo, no Brasil a utilização dessa alternativa vem crescendo cada vez mais por sua comprovada eficiência e por ser o tratamento alternativo com menor gasto de energia. Sendo a alternativa automática mais utilizada em piscinas residenciais ( vinil, fibra e alvenaria ), nos útlimos anos essa combinação de vantagens e custo benefício tem feito com que muitos condomínios, academias, clubes, colégios e hotéis que possuem uma alta frequência de usuários optem pela Ionização para o tratamento de suas piscinas de uso coletivo.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Piscina