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Energia solar ajuda a transformar água salgada em potável na África do Sul

publicado em 12 de junho de 2019

Com capacidade para produzir 3.500 litros de água potável por hora, equipamento também filtra a água, usando uma membrana que remove bactérias, vírus e outros agentes contaminantes

A startup finlandesa Solar Water Solutions está testando uma nova tecnologia, que utiliza energia solar para transformar a água salgada do oceano Atlântico em água potável, na África do Sul.

O projeto, implementado em uma cidade costeira, é realizado dentro de um pequeno contêiner de carga perto da praia, acompanhado por uma fileira de painéis solares.

Se esta tecnologia de “dessanilização”, vista pela startup como uma “osmose reversa”, for utilizada em larga escala, poderá ser utilizada para ajudar a abastecer residências e plantações com água potável. Esta ação seria um alívio para à região, que vive uma seca prolongada.

Vale destacar que o sistema da Solar Water Solutions não é novo, mas possui diferenciais importantes, pois, como funciona com energia solar, sem o uso de baterias, evita a emissão de dióxido de carbono e fica muito mais barato.

Segundo a empresa, o projeto ainda é pequeno, mas tem capacidade para produzir 3.500 litros de água potável por hora. Além disso, o processo também filtra a água, usando uma membrana que remove bactérias, vírus e outros agentes contaminantes.

Antti Pohjola, CEO da startup finlandesa, explica que os custos de operação são basicamente zero, porque a energia solar é livre. A executiva também ressalta que, no sistema tradicional, o processo de dessalinização consumiria uma grande quantidade de eletricidade, uma vez que a osmose reversa requer que a água seja submetida a uma pressão constante.

“Nossa tecnologia consegue manter a pressão certa de forma independente, sem precisar de baterias caras para armazenar energia. Nós nos concentramos em áreas remotas, onde não há infraestrutura de eletricidade disponível”, disse Pohjola.

Outra vantagem é que a tecnologia também pode ser útil longe da costa, uma vez que no Quênia a empresa instalou o sistema em aldeias rurais, onde a água subterrânea usada normalmente pela população é considerada imprópria para o consumo.

Fonte: Portal Solar